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1 Adegas e vinhas à venda em Neuquén
Quinta à venda na Patagônia, Argentina.
Quinta com grande capacidade de produção e 35 ha de vinhedos na Patagônia
Infografia da Denominação de Origem
Trocar por unidades imperiais (ft2, ac, °F)Trocar por unidades internacionais (m2, h, °C)
Número de adegas (2017):
12
Superfície total:
1.761 ha4.351 ac
Altitude das vinhas:
Min: 270m
Max: 415m
Min: 886ft
Max: 1.362ft
Temperatura:
Média: 13º55°F
Pluviometria anual:
150 l/m214 l/ft2
Neuquén e Rio Negro
Os vinhedos de Neuquén e Rio Negro, pertencentes à região da Patagónia da Argentina, são considerados como os mais a sul não só da Argentina, mas a uma escala global. Esta é a mais austral de todas as regiões argentinas e a que se situa na altitude mais baixa, onde a viticultura se baseia nas margens dos rios Negro e Colorado.
Estes territórios foram descobertos pela primeira vez pela expedição liderada por Fernão de Magalhães no início do século XVI. As cidades mais importantes são Viedma e San Carlos de Bariloche (Río Negro) e Neuquén e San Martín de los Andes (Neuquén).
Na província de Rio Negro, com uma geografia muito diversificada, o clima é seco e frio, com invernos frios e verões quentes. Parte do território pertencente à província de Rio Negro é frequentemente afectado por tornados e trovoadas, uma vez que se encontra dentro do chamado Corredor do Tornado, uma área extensa e plana a leste da Cordilheira dos Andes onde estes fenómenos meteorológicos ocorrem frequentemente. A economia de ambas as províncias baseia-se na agricultura e na pecuária, embora existam também actividades industriais e mineiras.
Na província de Neuquén, o clima é semelhante, com um clima continental, invernos frios e verões com picos ocasionais de calor extremo. A economia nesta província baseia-se na exploração de hidrocarbonetos, tais como petróleo e gás. A construção de diferentes centrais hidroeléctricas é responsável pelo facto de a província de Neuquén produzir mais de 50% da energia eléctrica consumida no país.
HISTÓRIA DO VINHO
O contacto das províncias de Neuquén e Rio Negro com o mundo do vinho deve-se à chegada, no início do século XIX, de Hilarión Fourque, um conhecido enólogo de San Juan. Fourque importou castas Criollo para estas duas províncias, embora também tenha trazido consigo outras castas desconhecidas nesta área até então, tais como Malbec e Cabernet Sauvignon. É de notar que estas variedades, juntamente com outros tintos como merlot ou pinot noir, são algumas das mais trabalhadas em ambas as províncias patagónicas pelas adegas de Neuquén e Río Negro. Ambas as províncias gozaram de grande prestígio no passado dentro do sector vitivinícola argentino. Embora a sua actividade tenha diminuído a partir dos anos 80, é importante lembrar que até essa altura e durante um período de aproximadamente 50 anos, Rio Negro foi uma das maiores áreas de produção da Argentina, terceira em discórdia depois de Mendoza e San Juan.
Em San Patricio del Chañar, Neuquén, o ressurgimento da actividade teve lugar em 1997, onde foram instalados os recentes empreendimentos vinícolas. O nome de San Patricio del Chañar vem da conjunção: San Patricio (santo padroeiro de Campo Filone em Itália de onde vieram os colonos que emigraram para o local em 1898) e Chañar (árvore local).
No Alto Vale do Uco e na Patagónia, onde o clima frio é um limite para as variedades de ciclo longo (que são colhidas mais tarde, tais como Cabernet ou Malbec), adegas como Salentein, Zorzal, Familia Schroeder, Chacra e Del Fin del Mundo apostaram as suas fichas no Pinot Noir, de ciclo curto e cultivo complexo, com grande sucesso e expandindo a paleta de variedades pelas quais os vinhos argentinos são conhecidos.
VINHOS E ADEGAS
No ressurgimento das adegas de Neuquén e Rio Negro é necessário assinalar a importância da cidade de San Patricio del Chañar, situada na província de Neuquén, onde no final dos anos 90 a indústria do vinho começou a florescer novamente.
Um bom exemplo disto é a plantação de 1.400 hectares de vinha em 5 anos e a construção de cinco novas adegas durante este período. A população de San Patricio de Chañar, como é o caso em quase todo o país, deve grande parte da sua história recente à emigração, neste caso, de italianos que se estabeleceram nesta cidade na província de Neuquén.
Com excepção da adega Humberto Canale fundada em 1909, foi durante o período de 1920 a 1960 que existiram 260 pequenas, médias e grandes adegas na região.
Quanto às adegas localizadas na província de Neuquén, as mais importantes são a adega Añelo, NQN, Secreto Patagónico, Universo Austral, Grittini, Schroeder e Valle Perdido.
Bodega Fin del Mundo é bem conhecida em San Patricio del Chañar, a zona caracteriza-se por uma precipitação muito baixa e ventos frequentes. A altitude acima do nível do mar é de apenas 360 m mas devido ao facto de estar a 39º de latitude sul, as vinhas gozam de uma amplitude térmica superior a 20º, o que favorece o amadurecimento lento e harmonioso das uvas.
Na província de Río Negro encontramos empresas vinícolas como Chacras del Sol, Río Elorza, Estepas, Basanta, Basanta, Familia Basanta, Bodegas Agrestis, Infinitus, Bodega Noemía e Bodegas Chacra, todas elas no Alto Valle. No leste da província, Bodegas Océano em Viedma e Bodegas Rivus na cidade de Darwin.
PONTOS DE INTERESSE
Entre os destinos mais conhecidos na província de Río Negro encontram-se as cidades de Viedma (capital da província), San Carlos de Bariloche e a cidade de Las Grutas, um destino muito famoso devido às suas estâncias balneares. Outros destinos turísticos populares são o Parque Nacional Nahuel Huapi (onde está localizado o lago do mesmo nome), o Cerro Tronador (a montanha mais alta da Patagónia) ou o Cerro Catedral, uma das estações de esqui mais bem sucedidas da Argentina.
A diversidade de paisagens na província de Neuquén é impressionante e por esta razão tem um bom número de Parques Naturais como Los Arrayanes ou Lanín e várias áreas protegidas pelo governo argentino. Para além destes recursos naturais, o interesse turístico na província de Neuquén centra-se em cidades como Villa Angostura ou San martín de los Andes, que concentram uma boa parte dos visitantes, embora seja também necessário destacar o turismo de inverno, centrado no esqui, ou o que frequenta as zonas onde existem sítios paleontológicos importantes.